Jornal ÉME – Luanda – 05.02.2026 – Membros da Direcção Central do MPLA, do Conselho de Honra, do Comité Provincial do Partido, governantes e deputados, participaram (03/02), em Luanda, de um acto comemorativo alusivo a mais um aniversário do 4 de Fevereiro, data do início da Luta Armada de Libertação Nacional, que reflectiu a trajectória político-militar dos heróis da Pátria.

O acto foi orientado pela Vice-Presidente do MPLA, Mara Quiosa, e decorreu no Centro de Convenções de Talatona, sob o lema “Preservando os Valores da Pátria, Honremos os Nossos Heróis”.
Ao intervir no evento, a Vice-Presidente do MPLA disse que honrar os protagonistas de tal feito significa estudar com dedicação, agir com responsabilidade cívica, rejeitar a indiferença e assumir um papel activo na construção de uma Angola mais justa, inclusiva e próspera.
Mara Quiosa enfatizou que o “4 de Fevereiro de 1961” representou um momento de viragem profunda na orgulhosa e heróica trajectória histórica do povo angolano.
AULA MAGNA SOBRE OS ACONTECIMENTOS DO 4 DE FEVEREIRO

Com o propósito de elucidar melhor os presentes, a Direcção Central do MPLA promoveu uma aula magna sobre a efeméride, que contou com as prelecções dos nacionalistas Cornélio Caley e Miguel Domingos, sob a moderação do Professor João Fernandes.
Falando sobre o tema proposto, o historiador Cornélio Caley narrou que na madrugada deste dia um grupo de patriotas angolanos, munidos com catanas, atacou as prisões em Luanda, com realce para a Cadeia da 7.ª Esquadra e a Casa de Reclusão Militar, para libertar presos políticos e combater o regime colonial português.
O orador salientou que a acção foi violentamente reprimida pelo regime colonial, pois marcava o início da resistência armada contra Portugal e impulsionou o processo para a Independência Nacional, alcançada em 11 de Novembro de 1975.
Por seu turno, o nacionalista Miguel Domingos fez uma abordagem que apresentou o impacto da acção ao nível interno e externo do País.

De acordo com o palestrante, ao nível interno, a acção perpetrada despertou a consciência do povo para a viragem da história, em que patriotas angolanos pegaram em armas reivindicando a autodeterminação e soberania nacional, o que permitiu ao MPLA e outros movimentos consolidar o seu papel na luta e angariar apoio.
Quanto ao nível externo, Miguel Domingos avançou que o acto internacionalizou a questão angolana, desencadeando apoio internacional contra a repressão e aumentando o isolamento de Portugal que respondeu com violência.
A data homenageia todos os filhos de Angola que com coragem e determinação sacrificaram as suas próprias vidas para libertar o País e ser o dono do seu próprio destino.
Marcaram igualmente presença, nacionalistas, gestores públicos e privados, docentes, discentes, investigadores e demais convidados.
Texto: DN
Fotos: DG

