Jornal ÉME – Luanda – 03.02.2026 – A Vice-Presidente do MPLA, Mara Quiosa, participou (02/02), em Luanda, no Fórum Constitucional sobre os Direitos e Garantias da Jovem Mulher e Criança Africana, numa iniciativa do Tribunal Constitucional (TC).
A sessão de abertura foi conduzida pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, em representação do Presidente da República, João Lourenço.

O fórum está a ser orientado pela presidente do Tribunal Constitucional, Laurinda Cardoso, conta com a participação de diversas entidades nacionais e internacionais e, visa reforçar mecanismos existentes, partilhar experiências e reflectir sobre os principais problemas que afectam a jovem mulher e a criança em África.
Em declarações à imprensa, a convidada de honra, Mara Quiosa, sublinhou que a garantia dos direitos da mulher e da criança é um desafio não apenas para Angola, mas para todo o continente africano.
“Nós, enquanto sociedade, e em particular as mulheres, temos uma grande responsabilidade neste processo de protecção desta franja social”, afirmou.
A dirigente referiu que o Executivo tem delineado políticas cada vez mais focadas na protecção da criança e na minimização do impacto negativo da violência doméstica, especialmente daquela direccionada contra a mulher e a criança.

“O Estado faz o seu trabalho ao promover leis que protejam cada vez mais os direitos das nossas crianças. É importante que a sociedade civil, incluindo as famílias, onde começa o cuidado da criança, faça a sua parte”, salientou.
Mara Quiosa enfatizou ainda a necessidade de se cuidar da criança no presente, “a criança não é apenas o futuro, é o presente. Precisamos de cuidar dela hoje, para que o futuro que queremos seja efectivamente de paz e desenvolvimento”.
A Vice-Presidente do MPLA mostrou-se particularmente preocupada com a situação das meninas no meio rural.
“Por factores culturais, muitas destas crianças não têm acesso a uma formação condigna, o que no futuro lhes poderá dificultar a competição com os homens na aquisição de um emprego, facto que nos leva a reflectir – que África pretendemos ter”, explicou.
Texto: NJ
Fotos: DG

