UCRÂNIA QUER REFORÇAR COOPERAÇÃO COM ANGOLA

2 de Outubro, 2026

Jornal ÉME – Luanda – 02.10.2026 – O aprofundamento da cooperação bilateral, com particular atenção para áreas como agricultura, tecnologias de informação, ensino e ciência, esteve entre os principais assuntos abordados pela Vice-Presidente do MPLA, Mara Quiosa, e a directora do Departamento da África e Organizações Regionais Africanas do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Liubov Abravitova.

A responsável ucraniana, que realizou uma audiência de cortesia com Mara Quiosa, esta quinta-feira (01), na Sede Nacional do MPLA, em Luanda, agradeceu a atenção de Angola e destacou a importância do encontro no quadro da visita de trabalho que realiza ao País.

“Foi uma grande honra começar a nossa visita a partir desta reunião”, afirmou Liubov Abravitova, que também expressou agradecimento pela solidariedade manifestada pelo povo angolano para com o povo ucraniano.

Durante o encontro, segundo a diplomata, foram analisadas possibilidades de cooperação e projectos orientados para o futuro, com particular atenção à juventude e à criação de oportunidades de desenvolvimento para as novas gerações.

No domínio económico, Abravitova explicou que a Ucrânia está a trabalhar numa nova estratégia de relacionamento com o continente africano, procurando identificar, com os parceiros, áreas e projectos que respondam às suas prioridades. “Perguntamos aos nossos parceiros quais são as suas expectativas da Ucrânia e quais projectos precisam de priorizar”, referiu.

A agricultura, as tecnologias de informação, o ensino e a ciência foram apontados como sectores nos quais a Ucrânia considera poder partilhar experiência e conhecimento com Angola, tendo a diplomata manifestado interesse em identificar oportunidades concretas de cooperação.

Liubov Abravitova afirmou ainda estar impressionada com o ritmo de desenvolvimento de Angola e com os projectos em curso no País, considerando que a experiência ucraniana poderá contribuir para algumas das iniciativas em desenvolvimento.

A diplomata defendeu, por último, a continuidade do diálogo a diferentes níveis, sublinhando que os contactos diplomáticos deverão contribuir para concretizar as iniciativas que venham a ser definidas pelas estruturas superiores dos dois países.

Texto: JG

Fotos: DG