Jornal ÉME – Luanda – 02.03.2026 – O 8.º Congresso Ordinário da Organização da Mulher Angolana (OMA) confirmou, de forma inequívoca, a vitalidade orgânica e a maturidade política de uma estrutura que continua a desempenhar papel determinante na consolidação do projecto histórico do MPLA.

A eleição de Emília Carlota Dias para o cargo de Secretária-Geral representa não apenas renovação de liderança, mas sobretudo afirmação estratégica do papel da mulher na arquitectura política nacional.

Num contexto em que Angola aprofunda reformas económicas, reforça políticas de inclusão social e consolida a estabilidade institucional, a OMA reafirma-se como instrumento essencial de mobilização, formação e organização da mulher angolana. A sua acção ultrapassa a dimensão simbólica, é força estruturante nas comunidades, nas famílias, nos espaços produtivos e na dinamização da base social do Partido.

A escolha de uma liderança com experiência parlamentar e sólida formação académica demonstra visão estratégica. A política contemporânea exige competência técnica, capacidade de articulação social e clareza programática.

A OMA compreende esta exigência e posiciona-se para responder com maior eficiência organizativa, aprofundando iniciativas de capacitação feminina, empreendedorismo, literacia cívica e participação activa na vida pública.
Mais do que um acto estatutário, o Congresso revelou coesão interna e alinhamento com os desafios do presente.

Ao actualizar a sua agenda e fortalecer a sua direcção, a OMA reforça o compromisso com a promoção dos direitos da mulher, com a estabilidade social e com o desenvolvimento sustentável do país.

Num ambiente político que exige consistência, proximidade com as comunidades e capacidade mobilizadora, a OMA surge renovada, estruturada e preparada para continuar a ser pilar fundamental do MPLA e da construção de uma Angola cada vez mais inclusiva, próspera e socialmente equilibrada.

O Congresso agora realizado não marca apenas o início de um novo mandato. Consolida uma estratégia, fortalecer o protagonismo feminino como elemento central da governação, da estabilidade e do progresso nacional.

Texto: AKP