MPLA PEDE CONTRIBUTO DA SOCIEDADE CIVIL

Jornal ÉME – 10.02.23 – Luanda – A directora do Gabinete para a Cidadania e Sociedade Civil do MPLA, Fátima Viegas, apelou hoje, sexta-feira, 10, aos responsáveis das organizações da sociedade civil para um maior contributo e envolvimento na elaboração de um plano operacional para o resgate dos valores morais e cívicos.

A responsável fez estas considerações, na Mediateca 10 de Fevereiro, durante um encontro de auscultação com os membros da sociedade civil realizado com objectivo de receber contribuições para o reforço de parcerias no âmbito do Programa Nacional de Resgate dos Valores Morais e Cívicos, de iniciativa do Presidente da República João Lourenço.

Fátima Viegas afirmou que “ estamos aqui para juntos reflectirmos e partilharmos ideias, a fim de elaborarmos um Plano Operacional de resgate dos valores morais e cívicos, para podermos colmatar ou minimizar a perda dos valores que norteiam a pessoa na nossa sociedade, que cada vez mais vai se perdendo, cada vez mais vai se degradando”.

“E não podemos, de modo algum, esperar que seja só o Executivo a fazer algo, aliás muito o Executivo já fez, tendo criado uma Comissão Interministerial para a Promoção do Resgate dos Valores Morais e Cívicos, coordenado pelo ministro da Administração do Território, MAT, Dionísio da Fonseca”, ressaltou a também Secretária do Presidente da República para os Assuntos Sociais.

“Gostaria do fundo do coração, tal como entramos aqui nesta sala, sairmos convictos de que nós, em conjunto, podemos fazer algo para a melhoria da nossa sociedade, para termos uma sociedade angolana mais fraterna, mais sã”, concluiu a socióloga.

O representante da Associação Trabalho Social de Referência, Bernardino Kuteta, sugeriu a implementação, nas escolas, do programa “Resgate do Valor que eu Perdi”, envolvendo principalmente os jovens e adolescentes, a distribuição de manuais com conteúdos cívicos e patrióticos em diversas línguas, o que causaria um forte impacto na forma como tratariam não só os pais, os mais velhos, mas também os símbolos nacionais”.

Já Tatiana Almeida, da Associação de Profissionais dos Amigos do Combate à Pobreza, foi peremptória ao afirmar que muito já se falou, mas agora é hora de muito fazer.

“Não precisamos mais que alguém venha com estudos para nos dizer que a nossa sociedade está mal. Temos de elaborar esse plano operacional, e cumprir que estiver lá estipulado, mas tem de se saber fazer”, asseverou.

Texto: NBS/ EMS – Fotos: DDS
Edição: DN