JOÃO LOURENÇO NO CUNENE PARA INAUGURAÇÃO DAS BARRAGENS DO NDÚE E DO CALUCUVE

7 de Setembro, 2026

Jornal ÉME – Luanda – 04.09.2026 – O Presidente da República, João Lourenço, deslocou-se nesta sexta-feira (04) à província do Cunene, onde, entre outras actividades, vai inaugurar, no sábado (05), as barragens do Ndúe e do Calucuve, dois empreendimentos estratégicos para o combate aos efeitos da seca no Sul do País.

As duas infra-estruturas foram concebidas para reforçar a disponibilidade de água e contribuir para a melhoria das condições de vida das populações afectadas pela seca na região. As inaugurações contarão com a presença do Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, na qualidade de convidado.

Para o primeiro dia da visita, o Chefe de Estado inaugura uma infra-estrutura destinada à juventude, iniciativa da Fundação Ngana Zenza para o Desenvolvimento Comunitário, que tem como patrona e principal dinamizadora a Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço.

A Barragem do Ndúe, localizada na bacia hídrica do rio Cuvelai, possui 32,80 metros de altura e 1500 de comprimento, uma rede de canais adutores de 75 quilómetros e 15 chimpacas (reservatórios artificiais de água), passando pelos municípios do Cuvelai, de Chissuata e de Cafima.

A imponente infra-estrutura está implantada numa área de 17,14 quilómetros quadrados, com possibilidade de armazenar 170 milhões de metros cúbicos de água.

Já a do Calucuve, com 31,60 metros de altura e 2184 de comprimento, possui uma albufeira de 141 milhões de metros cúbicos, com um canal adutor de 240 quilómetros e 22 chimpacas.

Está associada a uma rede de canais, com uma extensão de 111 quilómetros e mais 22 chimpacas no traçado Calucuve/Ondjiva, num projecto que teve um investimento de 177 milhões de dólares, para abastecer água a mais de 80 mil pessoas e perto do 200 mil cabeças de gado.

Para o Executivo angolano, a inauguração das barragens não se trata somente de disponibilizar mais água na região, mas também de levar o desenvolvimento socio-económico e dinamizar a economia nesta parcela do país, com criação de oportunidades, geração de empregos e mitigação de doenças de origem hídrica, entre outros benefícios.

Texto: DN