Jornal ÉME – Malanje – 18.02.24 – A Secretária-Geral da OMA, Joana Tomás, destacou neste sábado (17) no município de Cangandala, as potencialidades agrícolas da região, por reunir condições favoráveis para se tornar numa referência na produção de grãos como milho e feijão em grande escala e exportar para todo o território nacional.

A interveniente teceu essas considerações quando falava no acto político de massas, onde transmitiu as calorosas saudações do Presidente do MPLA, João Lourenço, pela anuência da realização do Projecto Kudima que visa incentivar a prática da agricultura familiar e assegurar a rentabilidade das mulheres do campo.

Segundo a dirigente, o município de Cangandala é detentora de condições naturais  favoráveis para a prática da agricultura, já que possui solos aráveis, água abundante, agregado a outros recursos e potencialidades  que permite gerar benefícios para a sua população.

Joana Tomás referiu que  o  roteiro Kudima está a mostrar como as “mamãs camponesas” estão a produzir nos campos de cultivo e identificar os reais problemas que enfrentam.

Apelou aos órgãos de defesa e segurança a envidarem esforços para  parar com os assaltos nas lavras, situação que já se alastra há longos meses e preocupa as camponesas que temem  que os produtos cultivados já não chegam à fase de colheita.

Ao apresentar a mensagem de boas-vindas, o primeiro secretário provincial do MPLA, Marcos Nhunga, felicitou a OMA pela criação do Projecto Kudima, que surge com o objectivo de incentivar o fomento da agricultura no seio das famílias camponesas e reduzir o impacto da fome nas comunidades rurais.

O dia foi de festa, que ao som da música “zungueira” sob o compasso da Secretária-Geral, as militantes trajadas de indumentárias com as cores da bandeira da OMA, com danças e ovação, apresentaram em desfile diversos produtos agrícolas em balaios, manifestando deste modo o enorme potencial agrícola da região.

VISITAS

No quadro do programa, a Secretária-Geral visitou a Cooperativa “Njinga Mbandi – Mulheres Unidas” onde foi preparada 200 hectares de solos aráveis para o cultivo de batata-doce, mandioca, milho, feijão, tomate e banana para a autossuficiência alimentar das famílias.

Registar os principais constrangimentos atinentes a actividade desenvolvidas pelas mulheres, bem como fazer advocacia para que sejam as proprietárias de terras, constam dos objectivos a serem alcançados pela OMA.

O acto político de massas foi testemunhado por membros do Secretariado Executivo Nacional da OMA, da Comissão Executiva do Comité Provincial, autoridades tradicionais, representantes de diversas denominações religiosas, e de distintos convidados.

Texto: DN

Fotos: HF/OMA