Jornal ÉME – Luanda – 11.02.2026 – O fortalecimento económico e social da mulher, a robustez das estruturas de base, a defesa da promoção do trabalho digno, a gestão consciente da renda familiar e o empreendedorismo feminino, constituem as principais prioridades das linhas de força da candidata ao cargo de Secretária-Geral da OMA, Emília Carlota Dias, para o mandato 2026/2031.

Emília Carlota Dias fez estas declarações quando procedia a apresentação pública das linhas de força que conformam o seu programa de acção, cujo acto decorreu (10/02) em Luanda, no âmbito do 8.⁰ Congresso Ordinário da OMA que será realizado no período de 28 de Fevereiro a 01 de Março do ano em curso.
Reafirmou que a igualdade efectiva de direitos e oportunidades, a formação integral da mulher, a valorização do empreendedorismo e da liderança feminina, o combate à violência, a protecção dos mais vulneráveis, o apoio firme à jovem mulher como agente do desenvolvimento, fazem parte dos pilares da candidatura.
A candidata ao cargo de Secretária-Geral do braço feminino do MPLA afirmou que o empoderamento feminino tem de transformar-se em acção concreta.

Nesta perspectiva, avançou que apostará na formação política, profissional, ética e cívica, na alfabetização, na educação para a saúde, no resgate dos valores morais e na preparação de mulheres para funções de liderança e de decisão.
Reforçou também que nos dias de hoje “a nossa missão é proteger, organizar e capacitar, criando condições para a formalização gradual, o acesso ao microcrédito e à formação e gestão. Com efeito, assumimos com coragem o combate à violência doméstica e a defesa da dignidade da mulher”.
Ao referir-se à apresentação da sua candidatura ao cadeirão máximo da OMA, Emília Carlota Dias justificou que ela nasce do contacto directo com as estruturas de base, do ouvir atento as mulheres angolanas, do sentir profundo as suas dificuldades, as suas aspirações e a sua força.

Para o quinquênio 2026/2031, a futura Secretária-Geral da OMA quer uma Organização que seja um abrigo de todas as mulheres, uma voz presente na sociedade e uma esperança, cujas acções devem incidir nas comunidades, nos bairros, nas aldeias, nos mercados e nas famílias.
“É aí que a mulher transforma a dor em coragem e as dificuldades em oportunidades. Portanto, a OMA é a ponte entre a família, a sociedade e o Estado. A OMA que queremos é uma OMA que caminha ao lado das mulheres todos os dias “, sublinhou.
O 8.⁰ Congresso Ordinário da OMA vai decorrer no período de 28 de Fevereiro a 1 Março de 2026, no Centro de Conferências de Belas, em Luanda, onde se prevê a participação de duas mil e 501 delegadas provenientes de todo o território nacional e da diáspora.
Marcaram presença no acto, os membros do Secretariado do Bureau Político, do Comité Provincial do MPLA, OMA e JMPLA, integrantes do Conselho de Honra da OMA, militantes de todos os municípios de Luanda, das demais províncias do País e da diáspora.
Texto: DN
Fotos: DG

