Jornal ÉME – Luanda – 19.02.2026 – A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, considerou, hoje (19/02), em Luanda, a deputada Josefina Ndesipewa Gomes uma mulher guerreira, protectora dos mais desfavorecidos, patriota, defensora acérrima da liberdade do povo angolano, da união familiar e da coesão nacional.

Esperança da Costa fez estas considerações ao assinar o livro de condolências, aberto no Quartel-General do Exército (EX-RI20) por ocasião do falecimento da deputada Josefina Gomes, ocorrido no dia 13 de Fevereiro de 2026, vítima de doença.

A Vice-Presidente da República assinalou também que Angola perde uma das melhores filhas, cujo legado de pluralismo político e de combate a todas as formas de segregação e de violência contra a mulher permanece na memória colectiva do País.

Por seu lado, o Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, disse que o País perde uma filha que demonstrava espírito de trabalho em equipa nas comissões em que esteve engajada, total dedicação e entrega ao serviço da Assembleia Nacional, assim como, capacidade de interacção com os deputados de todas as bancadas parlamentares.

De acordo com Adão de Almeida, a partida prematura da deputada deixa um vazio impossível de preencher e defendeu uma homenagem digna à sua memória, levar avante os seus ideais e continuar a trabalhar para que tenhamos um parlamento capaz de representar convenientemente os cidadãos angolanos.

Na circunstância, prestaram igualmente um verdadeiro tributo à malograda, a Vice-Presidente do MPLA, Mara Quiosa e demais membros do Secretariado do Bureau Político, membros da Direcção do Parlamento angolano, deputados, governantes, efectivos dos órgãos de defesa e segurança, dirigentes da OMA e da JMPLA, autoridades religiosas e tradicionais, administradores municipais e população em geral.

Josefina Ndesipewa Gomes nasceu a 18 de Novembro de 1962, em Ombandja, província do Cunene. À data da sua morte exercia o cargo de Secretária Nacional do Departamento de Promoção da Mulher da OMA.

Os restos mortais da malograda, falecida aos 63 anos de idade, foram sepultados no Cemitério da Santa Ana, em Luanda, numa cerimónia testemunhada por familiares, amigos, colegas, deputados, académicos, religiosos e população em geral.

Texto: DN
Fotos: DG