Jornal ÉME – Luanda – 03.03.2026 – O acto de encerramento do 8.º Congresso da Organização da Mulher Angolana (OMA), realizado domingo (1), no Centro de Conferências de Belas, em Luanda, ficou marcado por mensagens de solidariedade, reconhecimento e compromisso com o fortalecimento da cooperação entre organizações femininas e juvenis.

JMPLA ENALTECE PROTAGONISMO FEMININO

A JMPLA saudou, em nome dos seus militantes, amigos e simpatizantes no país e no exterior, o êxito do Congresso, destacando a centralidade da mulher no projecto político nacional.

O Primeiro Secretário Nacional da JMPLA, Justino Capapinha, afirmou que as mulheres angolanas são “a espinha dorsal da nossa nação”, sublinhando o seu papel determinante desde a luta de libertação até aos actuais desafios do desenvolvimento.

Capapinha garantiu apoio incondicional à nova liderança eleita, considerando que o reforço da presença feminina nos espaços de decisão traduz maturidade política e compromisso com a igualdade de oportunidades.

SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL

As delegações estrangeiras convidadas endereçaram mensagens de solidariedade e manifestaram disponibilidade para continuar a reforçar os laços de amizade e cooperação com a OMA.

Entre as entidades presentes destacaram-se o Conselho das Mulheres da SWAPO, representantes da Guiné Equatorial, da África do Sul (ANC), da ZANU-PF, entre outras organizações femininas.

As intervenções realçaram a importância da unidade das mulheres africanas na promoção da igualdade, da justiça social e do desenvolvimento sustentável no continente.

FRATERNIDADE HISTÓRICA

A presidente da Organização das Mulheres de São Tomé e Príncipe (OMSTEP/MSD), São Tomé Conceição Raposo, transmitiu calorosas felicitações ao Congresso, agradecendo o convite e a hospitalidade fraterna.

A dirigente sublinhou os laços históricos, políticos e ideológicos que unem as mulheres santomenses e angolanas, defendendo o reforço da cooperação na capacitação feminina, liderança política e desenvolvimento sustentável.

Na sua mensagem, destacou que não há desenvolvimento sustentável sem a participação activa e valorizada das mulheres, considerando-as pilares da nação e protagonistas incontornáveis da transformação social.

RESISTÊNCIA E DEMOCRACIA

A representante do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), Regina Marques, saudou o Congresso e evocou a luta histórica das mulheres angolanas pela independência e pela construção de uma sociedade mais justa.

A dirigente alertou para retrocessos nos direitos das mulheres em Portugal, defendendo maior organização, presença nos espaços de poder e resistência contra discriminações e desigualdades.

Regina Marques reafirmou a solidariedade internacionalista, apelando à união das mulheres na defesa da paz, da soberania dos povos e da consolidação das conquistas democráticas.

Texto: JG
Fotos: DG