Jornal ÉME – Luanda – 13.06.2026 – As missões diplomáticas de Angola em várias partes do mundo manifestaram profundo pesar pela morte do antigo ministro das Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto, falecido na última sexta-feira (5), em Luanda, aos 67 anos, vítima de doença.
Em mensagens de condolências, embaixadas e representações angolanas destacaram o legado do diplomata, reconhecido pelo patriotismo, dedicação ao serviço público e contributo para o fortalecimento da política externa de Angola.
Homenagens de diferentes países
China
A Embaixada de Angola na República Popular da China sublinhou “as mais nobres virtudes” de Manuel Augusto como “servidor público e homem de Estado”, destacando o seu papel no aprofundamento da diplomacia angolana e na elevação do nome do país no cenário internacional.
Moçambique e África do Sul
As missões diplomáticas nestes países classificaram o antigo ministro como “um exímio diplomata”, cuja morte representa “uma perda irreparável para a diplomacia angolana”.
Botswana
A Embaixada angolana no Botswana descreveu Manuel Augusto como um homem de “trato fácil” e de “elevada capacidade”, salientando o seu papel decisivo na configuração da política externa de Angola e no reforço do desempenho do país na SADC.
Japão
A representação diplomática no Japão considerou-o um “dirigente político e intrépido servidor público de elevado mérito”, que dedicou grande parte da vida ao serviço do Estado angolano.
Nações Unidas
A Missão Permanente de Angola junto da ONU, através do embaixador Francisco da Cruz, destacou que Manuel Augusto se distinguiu pela “dedicação exemplar ao serviço da Nação, elevado sentido de Estado e inabalável compromisso com os interesses superiores de Angola”.
Francisco da Cruz lembrou ainda que, durante o período em que foi ministro das Relações Exteriores, entre 2017 e 2020, Manuel Augusto trabalhou pela valorização da carreira diplomática, pelo fortalecimento das parcerias estratégicas de Angola e pela promoção da paz, estabilidade regional e direitos humanos.
Reino Unido e Alemanha
No Reino Unido, diplomatas e funcionários da Embaixada descreveram Manuel Augusto como “afável, exemplar, de grandes iniciativas e muito dedicado ao serviço público de excelência”.
Já a Embaixada na Alemanha definiu o antigo ministro como “um destacado e visionário servidor público”, cuja trajectória foi marcada pela integridade, profissionalismo e patriotismo.
União Africana e UNECA
A Missão Permanente de Angola junto da União Africana e da UNECA, na Etiópia, recordou Manuel Augusto como um diplomata que “corporizou, com rara distinção, as mais nobres virtudes do servidor público e do homem de Estado”.
A representação destacou especialmente o período em que serviu como embaixador junto da União Africana, entre 2005 e 2010, desempenhando um papel importante na promoção da paz, segurança e integração regional no continente.
Reconhecimento internacional
O presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, enalteceu o “legado duradouro” de Manuel Augusto como “distinto diplomata e dedicado defensor dos ideais pan-africanos”, transmitindo condolências ao Governo, ao povo angolano e à família enlutada.
Além das missões diplomáticas, o MPLA recebeu mensagens de pesar de várias personalidades e instituições internacionais, incluindo representantes de partidos políticos de São Tomé e Príncipe, África do Sul, Brasil, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Tanzânia, todas exaltando as qualidades humanas e profissionais de Manuel Augusto.
Antes da sua morte, Manuel Augusto exercia as funções de secretário para as Relações Internacionais do Bureau Político do MPLA e vice-presidente da Internacional Socialista.
Texto: JV

