Jornal ÉME – Luanda – 02.03.2026 – Reunidas no Centro de Conferências de Belas, em Luanda, as delegadas ao 8.º Congresso Ordinário da OMA aprovaram, domingo (01), os documentos estratégicos da Organização e reafirmaram o apoio à liderança partidária.

Sob o lema “Mulheres Angolanas Unidas para Transformar os Desafios em Conquistas”, o conclave decorreu de 28 de Fevereiro a 1 de Março, marcando uma nova etapa na vida interna e política da Organização feminina do MPLA.

Durante os trabalhos, as delegadas discutiram e aprovaram, com emendas, o Relatório do Comité Nacional, os Estatutos, o Programa de Acção, a Tese e a Resolução Geral do Congresso.

Foram igualmente validadas uma moção de apoio ao Presidente do MPLA e uma moção de agradecimento.

COESÃO E LIDERANÇA

O Relatório de Actividades fez o balanço do quinquénio 2021-2026, destacando o reforço da coesão, da unidade e do funcionamento orgânico da OMA em todo o território nacional e na diáspora.

O documento sublinhou ainda a intensificação da mobilização, da educação patriótica e cívica, bem como a intervenção nas áreas da promoção do género, saúde, educação e combate à pobreza.

No plano eleitoral interno, as delegadas elegeram o novo Comité Nacional, composto por 299 membros, com 95 por cento dos votos.

Para o cargo de Secretária-Geral foi eleita Emília Carlota Sebastião Celestino Dias, membro do Bureau Político do MPLA, com 97 por cento dos votos.

A resolução final exorta à participação activa das militantes no processo orgânico do 9.º Congresso do MPLA e apela ao engajamento das mulheres na sensibilização das famílias para uma participação consciente no processo eleitoral, preservando a paz, a unidade nacional e a estabilidade.

O documento recomenda ainda o reforço do combate à violência de género e aos abusos contra menores, defendendo punição exemplar para os infractores.

Defende igualmente a modernização dos cartões de militante, o alargamento das salas de aconselhamento jurídico e a massificação do Bilhete de Identidade.

As delegadas reafirmaram a aposta no fomento da actividade agropecuária para o aumento da produção alimentar e diversificação da economia, bem como o incentivo à formação da jovem mulher, fortalecendo a sua participação activa nas tarefas do Partido e da OMA.

No encerramento, as congressistas renovaram a determinação de continuar a lutar pela emancipação da mulher, pela observância dos seus direitos, pela consolidação do Estado democrático e de direito e pelo desenvolvimento sustentável de Angola, reiterando apoio firme à liderança de João Lourenço e aos ideais do MPLA.

Texto: JG
Fotos: DG