Jornal ÉME – Luanda – 19.01.2026 – O primeiro-secretário do Comité Provincial do MPLA no Cuanza-Sul, Narciso Benedito, reafirmou (19) a importância do alinhamento estratégico e o compromisso dos militantes para os desafios no ano pré-eleitoral com vista as Eleições Gerais de 2027.

O político, que falava durante a cerimónia de cumprimentos de ano novo dos militantes do Partido naquela província, disse ser importante fazer-se um balanço das actividades realizadas no ano transacto, para melhor projectar os próximos desafios.
“Estamos perante o início de um novo ciclo político, facto que vai exigir de todos maiores sacrifícios e participação activa nas actividades político-partidárias, onde o militante passe a ser exemplo para a sociedade, na base do comportamento que contribui para a construção de uma cidadania inclusiva”, referiu.
Para o primeiro-secretário do MPLA no Cuanza-Sul, “o ano político que se inicia exige que os dirigentes, quadros e militantes do Partido assumam vários desafios, desde o teste de capacidade interna de organização, mobilização, maturidade, visão estratégica, unidade e coesão”.
Segundo Narciso Benedito, esses são elementos que caracterizam o perfil do militante, dirigente e quadro, por isso exigiu a assunção de comportamentos que estejam alinhados com os princípios, valores e estatutos do MPLA.

O político alertou aos dirigentes, quadros, militantes, amigos e simpatizantes do MPLA que “o momento não é para improvisos, desatenção e atitudes que possam fragilizar a imagem e a autoridade moral do Partido junto das populações”.
Narciso Benedito sublinhou que, no contexto actual, a disciplina partidária deve ser assumida como um valor inegociável, alinhado no pensamento, na palavra e na acção.
“Precisamos ter disciplina no cumprimento das orientações superiores, na actuação política e cívica, no relacionamento com as estruturas do Partido, com as instituições do Estado e da sociedade no geral”, argumentou.
CONFIANÇA DO POVO
Narciso Benedito, considerou o potencial que o Partido granjeou nos últimos 50 anos de Independência Nacional como sendo fruto da confiança depositada pelo povo ao MPLA, o que lhe permitiu obter bons resultados eleitorais no fim de cada pleito.
“O MPLA venceu e continuará a vencer, porque sempre se soube organizar, ouvir o povo, corrigir o que está mal e melhorar o que está bem, capacidade de auto-avaliação e adaptação às novas realidades, uma marca que caracteriza o Partido das outras forças políticas”, vincou.

O primeiro-secretário do MPLA destacou ainda que a abertura do ano político deve servir para os dirigentes, quadros, militantes, amigos e simpatizantes reafirmarem o apoio e fidelidade ao Presidente do MPLA, João Lourenço, e cumprirem com as orientações emanadas pelo Bureau Político do Comité Central do Partido, assim como do programa e estratégia do MPLA para o desenvolvimento de Angola.
Para o político, o principal desafio deste ano pré-eleitoral reside no reforço do papel dos Comités de Acção do Partido no Cuanza-Sul, que devem afirmar-se como verdadeiros postos avançados de auscultação, esclarecimento e mobilização política. Neste contexto, cada militante é chamado a assumir-se como um agente activo de pedagogia política, alinhado com as opções estratégicas do Partido, visando a projecção e consolidação das conquistas futuras.
NOVAS TECNOLOGIAS E AS FAKE NEWS EXIGEM PREPARAÇÃO E ORGANIZQÇÃO
O primeiro-secretário do MPLA no Cuanza-Sul, Narciso Benedito, alertou, por outro lado, os dirigentes, quadros e militantes para estarem mais preparados e organizados para as profundas transformações tecnológicas em curso.

No entender de Benedito Narciso, “o mau uso destes meios tecnológicos constitui um fenómeno que tem fragilizado a sociedade e afectado a confiança do povo”.
Neste sentido, o primeiro-secretário do MPLA entende que cabe aos militantes do Partido combaterem a mentira e intrigas que acontecem no espaço virtual.
Para Narciso Benedito, a juventude continua a ser uma prioridade estratégica absoluta do Partido, sublinhando a necessidade da intensificação do trabalho político-ideológico junto da JMPLA, das associações juvenis e dos jovens em geral, criando espaços de diálogo, formação e participação activa que contribuam na mobilização de mais militantes.
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